Atividade envolveu dez caças e durou 16 dias no estande de tiro de Saicã, em Santa Maria (RS)
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Gabrielli Dala Vechia
Além
do adestramento das tripulações, os militares também coletaram dados
para a avaliação operacional do Kit Lizard II. Trata-se de um sistema –
composto de sensores e estabilizadores – que é acoplado à bomba para
adaptá-la ao guiamento por laser. Com essa mudança, o armamento – que,
no caso, era a bomba brasileira BAFG-230 – fica muito mais preciso e
eficiente, pois terá a capacidade de identificar o feixe de luz lançado
pelo piloto sobre o alvo e segui-lo.

Segundo
o coordenador do exercício, Major Murilo Grassi Salvatti – primeiro
piloto a lançar bomba a laser a partir de um caça A-1, em 2013 – a
atividade foi importante tanto no que diz respeito ao aprimoramento
operacional dos pilotos, quanto na coleta de dados para avaliação do Kit
Lizard II.
“O
Brasil faz parte do grupo seleto de países com capacidade tecnológica
para empregar esse tipo de armamento, cuja eficácia se traduz pelo baixo
risco de perda de aeronaves e pilotos em razão do seu lançamento a
grandes altitudes e distâncias do alvo, assim como pela redução da
possibilidade de danos colaterais nas proximidades dos alvos militares”, disse.
Para
o Comandante da Terceira Força Aérea, Brigadeiro Fernando Almeida
Riomar, a validade do exercício está no aprimoramento da fundação
doutrinária e na capacidade de pronta-resposta dos pilotos de caça. “Só
assim estaremos maximizando a capacidade de nossas plataformas e de seus
sistemas de armas”, disse.
Fonte: Agência Força Aèrea
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