Temer diz que Banco Central tem "plena autonomia" para definir taxa de juros
Após
repercussão no mercado financeiro da declaração do ministro-chefe da
Casa Civil, Eliseu Padilha, de que o presidente interino, Michel Temer, vê com “bons olhos”
a redução da taxa básica de juros da economia (Selic), a Secretaria de
Comunicação da Presidência da República divulgou uma declaração de Temer
para esclarecer seu posicionamento sobre o assunto.
“O Banco
Central tem plena autonomia para definir a taxa de juros. A política
monetária tem como prioridade combater a inflação e este é o objetivo
central do meu governo”, disse Temer, segundo a assessoria do Palácio do
Planalto.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que define a taxa básica de juros, está reunido hoje (20) e pode anunciar mudanças na Selic.
Mais
cedo, Padilha disse em entrevista coletiva que Temer vê “com bons
olhos” a redução da Selic, mas que a palavra final é do BC.
“Se
analisarmos todos os indicadores, vamos ver que os economistas do Brasil
estão mostrando que teremos forçosamente uma queda nos juros. Também
isso agrada ao presidente, e ele vê com bons olhos, se nós pudermos, mas
teremos que respeitar por inteiro a autonomia do Banco Central,
corresponder a essa expectativa, inclusive dos profissionais do setor.
São os economistas e as agências de avaliação que estão dizendo que o
juro vai cair. O presidente vê com muito bons olhos, mas a palavra final
é do Banco Central”, disse Padilha.
A reunião de hoje do Copom é a primeira sob o comando do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn.
Instituições
financeiras consultadas pelo Banco Central esperam a manutenção da
Selic em 14,25%. Porém, até o fim do ano, a expectativa é de redução da
taxa básica. De acordo com as projeções, ao final de 2016, a Selic
estará em 13,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de mais queda na taxa
Selic, que poderá encerrar o período em 11% ao ano.
Edição: Luana Lourenço
Fonte: Agência Brasil
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