“Chegaram como anjos para apagar o fogo e trazer esperança e alívio para nós”, afirma empresário chileno
Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Gabrielli Dala Vechia
“Nunca
realizamos essa quantidade tão elevada de saídas. Nem em atividades de
formação das tripulações, tampouco em operações reais. Nossa última
missão foi em Lençóis, na Bahia, em dezembro de 2015; e antes houve
também em Brasília”, explica o Capitão Rafael Portella Santos, piloto do
1º Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT).
O
esforço dos militares brasileiros, que ainda estão no Chile, sem
previsão de retorno, está sendo reconhecido pela população local. “As
pessoas nos param na rua para agradecer, comentam de algum amigo que
mora perto de um foco de incêndio e nós passamos por lá e conseguimos
apagar. No shopping, na cidade, no hotel”, conta o capitão.
Cláudia
Maria da Penha Souza, que é brasileira, mas mora no Chile há 20 anos,
diz que o incêndio foi devastador e a população local estava sem
esperanças. “Quando vi na televisão que o Hércules viria, foi uma grande
emoção, pois a sensação que tinha era de que o Chile ia desaparecer.
Nunca vou esquecer que o meu País, o Brasil, veio nos socorrer”, relata.
Neste
domingo, os militares da FAB ainda não foram acionados para lançamento
de água, já que o trabalho nesses seis dias conseguiu abafar os focos de
incêndio. Mas, a tripulação segue de plantão. “Está muito quente e
seco, sem possibilidade de chuva para os próximos dias, então pode ser
que alguns pontos reacendam. Estamos aqui, abastecidos e prontos para
decolar”, afirma o Capitão Portella.
Fonte: Agência Força Aérea Brasileira
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